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COMPANHIA PAULISTA DE ESTRADAS DE FERRO

Via Permanente:

Eletrificação

 

Imagem acima: locomotiva G.E. classe 444444-E-560-8GE253A, de 3.000 volts. Esta fotografia, da máquina número 10.203 da Chicago, Milwaukee and St. Paul Railway Company, foi uma dentre as várias enviadas à Companhia Paulista pela General Electric, em sua proposta de eletrificação. Imagem pertencente ao acervo de César Sacco, que, gentilmente, a disponibilizou na EFBrasil, lista de discussão sobre assuntos ferroviários.

 

Introdução

Antes mesmo da década de 20, a Companhia Paulista estava interessada em eletrificar as suas linhas. Embora, não apenas no Brasil como de resto em muitos outros países do Mundo, as locomotivas a vapor ainda reinassem quase absolutas, em 1922 a Paulista inaugurou a sua primeira (do Brasil, inclusive) linha eletrificada, entre Jundiaí e Campinas, a partir de proposta de tração elétrica realizada pela General Electric Company.

Ao longo da década de 20 toda a sua linha-tronco foi eletrificada, permitindo-lhe melhor desempenho econômico, visto que parte substancial do carvão utilizado em suas locomotivas a vapor, o carvão mineral importado da Inglaterra, passou a sofrer elevações de preço. Por outro lado, embora o carvão de lenha também fosse utilizado em situações emergenciais (como as freqüentes greves dos mineiros ingleses, ocasionando interrompções no fornecimento do carvão de pedra à Companhia Paulista), já na década de 20 começava a se encarecer, devido à escassez progressiva das matas. Segundo um dos relatórios da diretoria da Paulista,

 

"A administração da Companhia Paulista teve durante o ano passado, com a greve dos mineiros da Inglaterra - que durante meses elevou extraordinariamente o preço do carvão de pedra - , a prova mais decisiva da inestimável vantagem da eletrificação de suas linhas.

Com efeito, graças à tração elétrica do trecho de tráfego mais intenso de sua linha tronco, que não prescinde do emprego de carvão de pedra, pôde a Paulista manter-se desde o início da greve manter-se sem queimar combustível mineral, recorrendo exclusivamente à lenha. Em face, porém [...], da progressiva escassez de matas em condições de serem exploradas para lenha, resolveu a Diretoria estender a tração elétrica ao trecho da linha tronco de Rio Claro a Rincão [...]. É que crescem as vantagens das locomotivas elétricas com o percurso contínuo mais longo, tornando-se mais econômico o seu emprego(...).

Resta, ainda, considerar que as nossas locomotivas a vapor de bitola larga, em condições de prestar ainda bons serviços, são relativamente poucas, de modo que, se não fosse eletrificada a linha até Rincão, seria necessária a aquisição de grande número de locomotivas a vapor, que custam, proporcionalmente à sua capacidade de tração, muito mais do que as locomotivas elétricas." (SEGNINI, apud Relatório n.o 78 da Diretoria da Companhia Paulista de Estradas de Ferro para a Sessão de Assembléia Geral de Acionistas em 27 de junho de 1927).

 

Imagem acima: composição de passageiros da Paulista sendo tracionada por locomotiva elétrica na estação de Araraquara, em 1930. Imagem pertencente ao acervo de Alberto Henrique Del Bianco que, gentilmente, a disponibilizou na EFBrasil, lista de discussão na internet, sobre assuntos ferroviários.

 

A eletrificação, nas linhas remanescentes da Companhia Paulista sob gestão da Fepasa, correu sério risco de ser eliminada na década de 70, meio século após a sua implantação. Os sucessivos aumentos na cotação do barril de petróleo no mercado internacional, contudo, fizeram com que a tração elétrica fosse mantida até janeiro de 1999, quando as linhas da Fepasa (e dentre elas, as linhas remanescentes da Companhia Paulista) passaram a ser operadas pela iniciativa privada, que optou pela dieselização completa.

 

A Proposta da General Electric em Janeiro de 1920

Companhia Paulista: Locomotivas Elétricas

 

Veja também, em outros sítios:

 

CPEF: Electric Locomotives - by Antônio A. Gorni

The De-Electrification of the Former C.P. Lines - by Antônio A. Gorni

 

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